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BR 470: Manutenção da rodovia deve iniciar na primeira semana de outubro

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A indignação dos motoristas com descaso com BR-470 e a falta de reconhecimento pela importância econômica e estratégica da rodovia vai durar até pelo menos as primeiras semanas de outubro.  É isso que espera o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), com a assinatura da ordem de serviço com a empresa que fará os trabalhos de manutenção.

Segundo chefe da agência do DNIT em Rio do Sul, Cristhiano Zulianello, os trabalhos devem começar na primeira semana do mês de outubro, e serão iniciados nos pontos mais críticos da rodovia, entre Ascurra e Apiúna.

Conforme informações divulgadas pelo DNIT, a autorização para o começo dos reparos foi assinada no dia 10 de setembro e empresa vencedora da licitação foi  a LCM, de Minas Gerais.  O valor é de R$ 27,7 milhões para 24 meses de trabalho entre os quilômetros 73,2 – em Ascurra – e 199,6 – no acesso a Otacílio Costa.

Ainda segundo o DNIT, a empresa realiza a mobilização de equipamentos e mão de obra para o início dos trabalhos de tapa-buracos e manutenção– conforme já informado no Jornal Vale Norte (JVN). Inicialmente, os trabalhos estavam previstos para os meses de agosto e setembro.

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Situação caótica

De acordo com levantamento feito pela reportagem do JVN, o pior trecho entre Lontras e Ibirama,  está na Serra São Miguel, onde vários motoristas já relataram prejuízos, especialmente na curva da Garapeira (KM 121). O local chegou a ser mencionado por um parlamentar em junho, que teve dois pneus do veículo que estava estourados em buracos na curva. Desde lá foram feitos serviços paliativos de tapa buracos, que voltaram a aparecer após as chuvas.

Além de diversas rachaduras e até o “enrugamento” do asfalto causado pelos serviços paliativos de tapa-buracos- que em muitos casos pioram a situação, há ainda o aumentando os riscos de acidentes. Serviços paliativos de tapa-buracos acontecem nos principais trechos da rodovia.

A má conservação das rodovias não afeta somente os motoristas. Além de colocar em risco a vida de quem trafega por essas localidades, a malha viária deteriorada impacta negativamente no bolso do consumidor, mesmo àqueles que estão bem distantes das estradas consideradas ruins ou péssimas.

A explicação é simples. Mais buracos representam prejuízos aos fretistas. Prejuízo sinaliza aumento no frete. E esse incremento é repassado ao consumidor final. A equação, também simplória, é cruel com o consumidor.

 

Por Marcelo Zemke/Rede Vale Norte