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domingo, 25 de setembro de 2022

Júri popular de homens acusados de matar e ocultar o corpo de mulher no Alto Vale já tem data

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O júri popular dos acusados de matar Vanisse Venturi está marcado para o dia 17 de novembro em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. A moradora do município de Agronômica desapareceu em julho de 2020 e, mais de dois anos após o crime, o corpo da mulher nunca foi encontrado.

Porém, de acordo com denúncia do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o próprio marido da vítima a teria assassinado e o cunhado teria sido o responsável por esconder o corpo. A vítima tinha 39 anos quando foi vista pela última vez e era casada há 20 anos com o principal suspeito.

Os homens serão julgados pela suposta prática de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Prisão do marido

O marido de Vanisse foi preso durante uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em junho de 2021 e continua detido. O juiz do caso, Cláudio Márcio Areco Júnior, entendeu que há provas do crime em razão de inúmeros detalhes do processo.

Já o irmão dele, que é o principal suspeito pelo desaparecimento do corpo da vítima, está respondendo em liberdade.

A defesa dos acusados diz que não existe corpo e alegam que Vanisse está viva. Segundo os advogados, não há a comprovação de autoria dos crimes aos réus e nem a participação deles nos delitos.

Relembre o crime

Conforme a denúncia do MPSC, o crime teria ocorrido em um galpão ao lado da casa em que Vanisse morava com o marido e os dois filhos, um de 12 e outro de 18 anos. Conforme levantado durante o inquérito policial, ela e o suspeito foram vistos indo até o local e ali ela teria sido morta após às 18h do dia 22 de julho de 2020.

Depois, o marido voltou para a casa da família e, após às 22 horas, teria retornado ao galpão para supostamente “preparar” o corpo que, mais tarde, foi ocultado pelo irmão dele. As investigações também apontaram que o cunhado de Vanisse se deslocou ao local durante a madrugada do dia 23, quando teria recolhido o corpo na residência familiar.

Motivação do crime

O Ministério Público ingressou com uma ação penal por feminicídio em agosto do ano passado, após diligências cumpridas na casa em que morava Vanisse e o suspeito. Na época, a justiça acatou e converteu a prisão temporária em preventiva e ele segue desde então no Presídio Regional de Rio do Sul. Já o irmão dele, que é o principal suspeito pelo desaparecimento da vítima, responde em liberdade.

Além da prisão temporária, a Justiça também acatou a quebra de sigilo bancário e fiscal e o bloqueio de R$ 5 milhões, que seriam, conforme o MP, o valor aproximado que Vanisse receberia durante uma suposta separação judicial litigiosa, o que teria motivado a morte dela. O valor, conforme o MP, foi retido para garantir uma possível indenização dos filhos.

 

Por: Redação ND+ Blumenau

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