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domingo, 25 de setembro de 2022

Museu de Rio do Sul recebe estudantes e professores para palestra e exposição sobre a História e a Cultura Indígena

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A atividade educativa no Museu Histórico de Rio do Sul busca promover maior visibilidade do cotidiano indígena, com o intuito de gerar conhecimento e promover a aproximação de acordo com a realidade de cada grupo.

Além de palestra, o projeto conta com espaço de tempo reservado para perguntas, visita monitorada ao acervo, conhecimento do artesanato atual indígena e reflexão e explicação sobre as fotografias em exposição, finalizando com um questionário, resultando na avaliação da atividade e suas percepções.

Agendamentos devem ser feitos no museu ou pelo WhatsApp (47) 99998-0718, com Catia Dagnoni. Os grupos de escolas poderão ser recebidos nos três períodos: manhã, tarde e noite. Data: até 21 de setembro.

Historicamente, os povos Indígenas Xokleng, Kaingang e Guarani habitam o território catarinense

O território original do Povo Xokleng ocupava extensão territorial do Sul do Brasil e se estendia desde o Litoral até o Planalto catarinense, ao longo do rio Itajaí-Açu e seus afluentes. A mata nativa era de araucária, fonte de alimento durante o inverno. Este povo era seminômade, vivia da coleta, principalmente do pinhão, e da caça. Organizava-se em períodos durante as quatro estações do ano, formando grupos compostos por cinquenta a trezentos membros. Sua estrutura se constituía de forma cooperativa, na qual os grupos eram identificados por nomes pessoais e pinturas corporais.

Com o início do processo colonizador em Santa Catarina, no ano de 1829, data da fundação da colônia São Pedro de Alcântara, imigrantes europeus foram se fixando às margens do Itajaí-Açu e seus afluentes. Em 1845, teve início a colonização particular no Vale do Itajaí com a fundação da colônia belga em Ilhota, dirigida por Charles van Lede.

A Lei de Terras, assinada pelo governo brasileiro em setembro de 1850, estimulou a aquisição de terras por parte de estrangeiros, favorecendo o ingresso de imigrantes europeus no país e a fundação de colônias por particulares (caso de Blumenau) por parte do Governo da Província de Santa Catarina (Brusque) ou, ainda, por companhias de colonização (a exemplo de Joinville).
O processo de instalação de colônias na região do Vale do Itajaí, em meados do século XIX, foi marcado por inúmeros contatos entre indígenas e colonos, prioritariamente na disputa pelo mesmo território – espaço de vida.

Texto: Catia Dagnoni – historiadora

 

 

 

 

 

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