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terça, 28 de junho de 2022

Cidasc recomenda vacinação contra raiva em quatro municípios catarinenses

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De acordo com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, alguns casos de raiva bovina foram identificados recentemente no interior de municípios catarinense.

raiva bovina é uma doença infecciosa causada por um vírus da família Rabdovírus. Caracterizada por lesões do sistema nervoso central, pode provocar convulsões, tetania e paralisia respiratória; hidrofobia. Essa infecção é viral e na maioria dos casos fatal, gerando prejuízos ao produtor de leite.

São quatro municípios, nos quais foi constatado um caso de bovino contaminado em cada um. Para evitar que outros produtores percam animais para a raiva, a Cidasc está orientando o reforço da vacinação nas regiões de Angelina, Pedras Grandes, 13 de Maio e Lontras no Alto Vale do Itajaí.

A vacinação dos rebanhos é a melhor saída, pois a raiva leva os animais à morte e não tem tratamento. Também pode ser transmitida a humanos. Por isso, casos suspeitos devem ser notificados à Cidasc e os animais não devem ser manejados sem equipamento de proteção (luvas). As carcaças de animal morto com suspeita de doenças que atingem o sistema nervoso (como a raiva) não devem ser aproveitadas.

Muita atenção à conservação da vacina! Ela precisa ser guardada e transportada em temperatura de 2 a 8ºC para manter sua eficiência. Frascos abertos com alguma dose restante de vacina para raiva NÃO PODEM ser guardados para a dose de reforço.

Outra medida importante é observar se há indícios da presença de morcegos na propriedade. A maioria das espécies de morcego não representam risco, mas as hematófagas (que se alimentam de sangue) podem ser transmissoras da raiva.

Nos animais, marcas de espoliação/mordedura são indicativo de que estão sendo atacados por morcegos. No ambiente, fezes com aspecto de óleo queimado indicam que morcegos estão vivendo no local (geralmente locais que possam servir de abrigo, como construções abandonadas ou grutas).

Caso exista esta suspeita na sua propriedade rural, chame a Cidasc e nunca tente capturar morcegos sozinho. Os profissionais estão habilitados a fazer a identificação da espécie e o manejo correto.

Um guia rápido sobre a vacina da raiva

A vacina anti-rábica deve ser aplicada anualmente nos animais domésticos e de criação. Vacine ovinos, bovinos, caprinos e equinos com mais de 90 dias de vida. Quanto à vacinação de cães e gatos, consulte o médico veterinário. Abaixo, orientações para cada situação envolvendo animais de criação.

Se o animal nunca foi vacinado contra raiva:

1. Vacine;

2. Dê uma dose de reforço em 30 dias;

3. Faça nova dose de reforço em 180 dias;

4. Revacine anualmente.

Se o animal  foi vacinado alguma vez, mas não vinha recebendo o reforço anual:

1. Vacine;

2. Dê uma dose de reforço em 30 dias;

3. Faça nova dose de reforço em 180 dias;

4. Revacine anualmente.

Se o animal  foi vacinado e recebeu dose de reforço há mais de 180 dias:

1. Vacine agora;

2. Revacine anualmente;

Se o animal  foi vacinado e recebeu dose de reforço há menos de 180 dias:

1. Aguarde o prazo para vacinar.

Atenção para a conservação da vacina, pois ela precisa de refrigeração. Tanto na hora de guardar quanto de transportar o produto para a propriedade, ela precisa ser mantida entre 2°C e 8°C. Ela perde eficácia se guardada depois que o frasco é aberto, por isso o que restar no vidro aberto não pode ser guardado para o momento da aplicação do reforço.

Fique atento e lembre que a vacina da raiva deve ser reforçada anualmente.

 

Fonte: Cidasc

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