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segunda, 27 de junho de 2022

Em meio à crise da saúde, 13 pacientes aguardam por leitos de UTI em SC; veja regiões

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Chega a 13 o número de pacientes na fila de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) em Santa Catarina, nesta segunda-feira (20). Em meio à crise da saúde, o Ministério Público entrou com uma ação civil pública contra o governo estadual para garantir novos leitos.

 

O processo foi ajuizado na tarde da última sexta-feira (17), por meio da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó. Na data, quatro bebês esperavam por um leito de UTI na região. A SES (Secretaria de Estado da Saúde) informou que, até o momento, não foi intimada da decisão.

 

O Ministério Público busca forçar o Estado a comprar, sempre que necessário, vagas em leitos de UTI neonatal e pediátrica nas unidades de atendimento privado da região ou do Estado, até que surjam vagas em leitos de cobertura pelo SUS (Sistema Único de Saúde), com atendimento no próprio Hospital Regional do Oeste ou com deslocamento seguro a uma unidade regional próxima.

 

Um dos problemas enfrentados pelo HRO e Hospital da Criança, além da falta de leitos, é a falta de profissionais. As vagas estão abertas, porém, não há nenhum candidato inscrito. Entre as dificuldades relatadas pela assessoria do hospital está a concorrência com as vagas para os profissionais no setor privado. Relatos de salários atrasados também são citados como empecilho.

 

Até a tarde desta segunda, três pacientes aguardavam transferência para leito de UTI neonatal. Destes, um por problemas respiratórios e dois por necessidade de serviço especializado para outras doenças. Os bebês estão no Vale do Rio Itajaí, no Planalto Norte e Nordeste e no Grande Oeste.

 

Um paciente pediátrico com problemas respiratórios aguarda por um leito na Serra. Já o número de adultos é maior: são nove pacientes que esperam por uma vaga. Três apresentam problemas respiratórios e seis têm outras doenças. Eles estão nas regiões Sul (1), na Foz do Rio Itajaí (1), na Serra (5), e no Meio Oeste (2).

 

Ministro fala sobre superlotação

 

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, esteve em Tubarão neste sábado (18) e comentou a superlotação das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) pediátricas em Santa Catarina. Segundo ele, o problema é antigo no país e reflexo de antigas gestões.

 

Ao ser questionado sobre a falta de leitos no Estado, Queiroga disse que Santa Catarina sofre o impacto maior do inverno. O ministro justificou sua fala, explicando que “nessa época aumentam os casos de vírus respiratórios”.

 

Queiroga também foi questionado sobre auxílio federal por conta da lotação dos leitos. Sobre isso, o ministro afirmou que o gerenciamento dos hospitais é feito por Estados e Municípios e que “não é o governo federal que atende na ponta”.

 

Abertura de novos leitos

 

Segundo a SES (Secretaria de Estado da Saúde), foram abertos seis novos leitos neonatal, oito de cuidados intermediários pediátricos e seis pediátricos. São os primeiros de 82 vagas previstas, entre pediátricas e neonatais.

 

Além dos leitos para os pacientes infantis, também foram abertos novos dez leitos de UTI adulto e 17 de enfermaria no Hospital Florianópolis.

 

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES/SC) informa que todos os pacientes que aguardam por transferência para um leito de UTI estão sendo plenamente assistidos.

 

A SES disse, por meio de nota, que há mais de um mês iniciou os trabalhos para a ampliação de serviços e abertura de leitos de UTI custeados pelo Estado, principalmente em relação aos leitos pediátricos e neonatais.

 

“No entanto, este tipo de leito requer tratamento diferenciado para sua abertura, tanto na aquisição de equipamentos quanto na contratação de equipe especializada”, diz o texto.

 

A secretaria cita que também foi retomado o serviço de emergência pediátrica no Hospital Florianópolis para auxiliarno atendimento da região continental da Capital.

 

“Além disso, a compra de leitos de UTI na rede privada já vem sendo adotada. E já foi comprovado que a saúde privada também está pressionada com a necessidade de leitos”, destaca.

 

A situação de emergência em saúde foi decretada por 90 dias, desde 1º de junho, para garantir mais segurança jurídica aos gestores do Estado e dos municípios na ampliação de serviços de saúde.

 

 

Fonte ND+

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