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PESTE SUÍNA: Intensificação de ações preventivas a PSA nas Américas

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Os ministros de Agricultura das Américas se comprometeram a combater a Peste Suína Africana com iniciativas nacionais e hemisféricas e de forma coordenada. O compromisso foi firmado na Conferência de Ministros de Agricultura das Américas 2021/Junta Interamericana de Agricultura (JIA), realizada na última semana, em San José, na Costa Rica. A doença foi detectada na República Dominicana e suscitou preocupações em toda a região devido ao seu potencial efeito sobre a produção suína. No evento, o ministro da Agricultura da República Dominicana, Limber Cruz, informou sobre a situação atual e ações em curso em seu país, que notificou oficialmente o aparecimento da doença em seu território em julho.

Os ministros dos 34 países integrantes do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) se comprometeram a realizar ações conjuntas com a colaboração de organizações internacionais ligadas à produção de alimentos e à saúde animal. Além disso, solicitaram apoio ao desenvolvimento e a execução de projetos e ações binacionais, e implementação de planos de trabalho definidos nos espaços sub regionais, com o objetivo de erradicar os surtos e prevenir e conter a propagação. do vírus, para que o Hemisfério recupere a condição de livre da Peste Suína Africana.

Intensificação também em Santa Catarina

A sanidade ou saúde agropecuária é um dos pilares de sustentação da produção animal, principalmente em casos de notificação de doenças animais em outros estados ou países. O Departamento Regional da Cidasc de Lages realizou, no final de agosto, ação de educação sanitária a produtores de suínos do município de Correia Pinto. Para evitar o ingresso da PSA no plantel catarinense, é preciso aplicar medidas de biossegurança em todos os níveis: melhorando os itens de proteção e evitando visitas nas granjas, intensificando as fiscalizações nas bagagens de viajantes, reforçando a fiscalização para evitar a alimentação de suínos com restos de alimentos e sensibilizando a todos os catarinenses, por meio da educação sanitária, sobre essa doença e os cuidados necessários. Santa Catarina está em alerta, visto que além de ser o maior criador de suínos é também o maior exportador do produto e, além disso, é muito visitado por turistas de várias regiões e o vírus da PSA tem o potencial de se espalhar rapidamente devido a sua resistência no ambiente.

Histórico

Ele lembra que o Brasil já teve casos de doença na década de 70, o que comprometeu o desenvolvimento do setor até 1984, quando conhecido o reconhecimento internacional da zona livre da Peste Suína Africana.

Informações / Fernando Mattos / ClicAgro e Comprerural

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