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Deputada catarinense vai propor proibição nacional à linguagem neutra

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A deputada federal Geovania de Sá (PSDB-SC) deve finalizar até o próximo dia 10 o projeto que visa proibir, em nível nacional, a adoção da chamada linguagem neutra no sistema de ensino. Ela apresentará a pauta em breve à Câmara Federal. Os defensores da ideia sugerem, por exemplo, a substituição de palavras como “todos” e “todas” por “todes” ou “todxs”.

– Temos percebido movimentos favoráveis a essa linguagem neutra. Entendemos que, nas escolas, as crianças devem aprender o que é curricular, como matemática, português e outras disciplinas – argumenta. – E quem defende o “todes”, por exemplo, está prejudicando a língua portuguesa – observa.

A parlamentar catarinense entende que adotar linguagem neutra em ambientes escolares, para estudantes crianças e adolescentes, antecipa uma temática que é aceitável para a vida adulta. – Quanto à opção de gênero que a pessoa quiser ter quando adulta, tudo bem, é tranquilo – observa.

Geovania entende que qualquer discussão de linguagem neutra, agora, visa resgatar pautas associadas à Ideologia de Gênero. – É como a questão do uso comum de banheiros, tratar isso como algo natural. O Plano Nacional de Educação em 2014 tentou incutir conceitos assim. Mas a escola não é o espaço para despertar essas situações – destaca a deputada. – Esse debate precisa vir à tona pela preocupação de muitos pais que nos procuram – refere.

– A escola brasileira ainda precisa avançar no básico, colocar terminologias como essas só confunde nossos estudantes – detalha a deputada, antecipando alguns dos argumentos que constarão no projeto que ainda está sendo elaborado. 

A deputada usa como exemplo a discussão estabelecida em sua cidade natal, Criciúma, onde a Câmara aprovou por 14 votos a 1, nesta segunda-feira (2), projeto de autoria do vereador Obadias Benones (Avante) com o mesmo teor, proibindo o uso da linguagem neutra na rede municipal de ensino. – Em várias Câmaras, em várias cidades esse tema voltou com força, muitos vereadores se uniram para ir contra essa tentativa de resgate da Ideologia de Gênero – finalizou Geovania.

Também em Brasília, tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra decreto do governador Carlos Moisés que proibiu a linguagem neutra na rede estadual de ensino em Santa Catarina.

Por Denis Luciano/NSC