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TAIÓ: Aos 73 anos, estudante conclui o ensino médio no CEJA e sonha em fazer faculdade

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Uma estudante de 73 anos concluiu nessa semana o Ensino Médio no Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) de Taió. Dona Alvina Tambosi voltou aos estudos em 2004, para finalizar a 4ª série do Ensino Fundamental, após ter que parar de estudar ainda na infância. Depois de todos esses anos, a estudante concluiu a última etapa da educação básica fazendo uma disciplina por vez: “Eu gosto de fazer aos poucos pra aprender certo. Não queria atropelar e fazer só pra ganhar nota”, descreve.

Agora com o diploma nas mãos, ela ainda pretende fazer uma faculdade de Gastronomia, para se especializar na arte que começou a aprender ainda na juventude, por volta dos 15 anos. Alvina é culinarista e trabalhou vários anos fazendo buffet para festas e eventos na região de Taió. Hoje ela ainda atua como professora de culinária, dando cursos noturnos para quem deseja aprender a cozinhar. “Sempre achei que faltava alguma coisa pra mim. Era o meu sonho um dia terminar os estudos”.

A unidade escolar fez a entrega de um certificado simbólico, já que o semestre ainda não foi concluído para processar o histórico escolar da aluna. “Essa semana ela terminou a última disciplina e como na próxima entramos em recesso, fizemos essa pequena cerimônia para ela”, explica a diretora da unidade, Kelly Mara Maestri.

Ao longo desse período de estudos, a vontade de aprender fez com que dona Alvina sempre buscasse os professores antes ou depois do horário das aulas. “Gosto demais de todos que foram meus professores. Todos dedicados e atenciosos. Sempre se prontificaram a ajudar fora das aulas”. Dona Alvina iniciou o Ensino Médio do Ceja em 2015. Entre as matérias que mais apreciou estudar está a Arte: “Gosto de pintar telas e fazer costuras e bordados”.

Filha de pais agricultores, Alvina teve que começar a trabalhar muito jovem, mas ainda sente-se disposta para continuar ativa. “Na pandemia parece que eu envelheci 10 anos, ficando em casa”, destaca ela, que adora sair e conviver com pessoas.

Para concluir as 12 disciplinas no período matutino ela contou com o apoio do esposo, que a levava de carro para as aulas presenciais. Durante a pandemia ela passou a estudar de forma remota e recebia semanalmente as atividades escolares. Alvina tem três filhos, “todos formados na faculdade”, como destacou. “Eu e meu marido sempre incentivamos eles pra estudar, pois foi algo que não tivemos”. Um de seus filhos inclusive a ajudou nas atividades de Inglês, a última disciplina que ela cursou para concluir os estudos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Ana Paula Flores/Secretaria de Estado da Educação