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BRASIL: Bolsonaro diz que apresentará provas de fraudes nas eleições em live na 5ª

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Ao falar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente mudou o discurso com relação ao voto impresso e decidiu que deixará de falar “auditável”, ao se referir à mudança, para chamar o modelo de “voto democrático”. O atual modelo eleitoral com o uso da urna eletrônica, porém, é aditável e democrático.

“A gente não consegue entender por que os caras são contra. É uma maneira de você terminar as eleições e ninguém reclamar. Está na cara que querem fraudar, de novo”, afirmou o presidente sem comprovar irregularidades em pleitos passados.

Jair Bolsonaro, contudo, informou que irá divulgar na quinta-feira (29), às 19h, em sua live semanal, as supostas provas de fraudes nas eleições passadas. A transmissão será feita no Ministério da Justiça.

“São três momentos inacreditáveis que nós vamos mostrar com fotografias de dados fornecidos pelo próprio TSE. Faltam dados ainda que não entregaram com a gente, mas já dá para demonstrar claramente…”, declarou o presidente ao não concluir o raciocínio.

Sem provas ou indícios, o presidente tem reiterado que o atual sistema eletrônico é passível de fraudes e que é preciso implementar o voto impresso.

“Eu não quero acusá-lo de nada, mas ninguém consegue entender porque ele é contra. E ministro do Supremo, deputado, senador, presidente, são passíveis de críticas. Por que certas pessoas não podem criticar?”, afirmou.

Sobre o chamado Fundão (fundo público eleitoral de quase R$ 6 bilhões), o presidente disse que vetará o “excesso do que a lei garante”, deixando o valor, segundo Bolsonaro, em quase R$ 4 bilhões. A projeção, porém, ainda ficará bem superior à inflação, já que os recursos repartidos entre os partidos eram de pouco mais de R$ 2 bilhões.

Ao falar, Bolsonaro também voltou a atacar o PT e afirmou que “em 14 anos de PT”, o país não teria avançado, em especial, na educação.

“Na educação, não tem onde esses caras não fizeram besteira. O Haddad ficou 12 anos como ministro da Educação e o que ele fez?”, disse.

Fernando Haddad ficou quase sete anos à frente do ministério.

Atos antidemocráticos Em um dos momentos da conversa com os apoiadores, o presidente disse que qualquer cartaz ou manifestação pública, mesmo que de forma antidemocrática, é liberdade de expressão e não poderia ser proibido.

“Você quer levantar um cartaz na rua pedindo pena de morte? Faça o que bem entender, isso é liberdade de expressão. Está na Constituição e eu respeito isso, mas outros não. Não é justo punir, abrir inquérito contra as pessoas”, disse.

Com relação ao inquérito dos atos antidemocráticos sob responsabilidade do Supremo Tribunal Federal, o mandatário comparou a atuação da Corte com problemas políticos vividos na Bolívia.

“Na Bolívia, a ex-presidente está presa acusada de atos antidemocráticos? Estão vendo alguma semelhança? Participação de vocês é importante em qualquer momento…”, disse ao defender a continuidade das manifestações.

Sobre a CPI da Covid, Jair Bolsonaro refutou as suspeitas de possíveis irregularidades na aquisição de vacinas pelo Ministério da Saúde e afirmou que o governo está há “dois anos e meio sem corrupção”.

 

Informações/uol