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RIO DO SUL: “Macumbas”causam transtornos a moradores

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As práticas denominadas como “Macumba”, típicas de algumas religiões afro-brasileiras permeiam o imaginário de muita gente e ainda são consideradas um tabu. No bairro Taboão, em Rio do Sul, elas vêm assustando os moradores e causando transtornos. Bebidas, animais mortos e outros itens têm sido colocados com frequência em frente às casas.

Isolde Vieira vive no loteamento Lauro Fronza, empreendimento novo que aos poucos ganha mais moradores. Ela relata que o local conta atualmente com seis casas e a prática incomoda a todos. “Fazem esses trabalhos perto das casas. Em dois meses que estou morando aqui já encontrei macumba duas vezes. É sempre a mesma coisa, três tigelas com galinhas mortas dentro e bebidas. E acaba causando mau cheiro e alguém tem que enterrar porque não tem como aguentar. É uma situação muito chata”.

Ela comenta que respeita todas as religiões, mas que o local não é apropriado para este tipo de ritual. “Tem locais mais retirados onde não tem pessoas. Aqui um homem já está até querendo vender o terreno dele por causa dessa situação, pelo que estão fazendo. Também acho que poderiam doar as galinhas para matar a fome das famílias que mais precisam nesse momento”.

Isolde relata ainda que as “macumbas” são colocadas no local à noite e por enquanto os moradores não tem nenhum suspeito de quem esteja fazendo os rituais, mas já pensam em instalar um sistema de monitoramento para coibir esse tipo de prática e identificar os autores. “Vou colocar câmera e quero descobrir quem é, porque não acho justo colocar isso na frente da casa dos outros”, declarou.
Significado

O despacho de macumba é uma espécie de oferenda feita ao espírito ou entidade para se obter o favor desejado. Segundo as religiões, alguns espíritos preferem alimentos, outros velas e bebidas como cachaça. O local de realização do despacho sempre possui um significado e pode ser o mais variado, desde praia, encruzilhada, ou até mesmo no cemitério.

 

 

 

 

Reportagem: Helena Marquardt/ Diário do Alto Vale