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BRASIL: Tesouro Nacional estima que dívida pública brasileira deve continuar crescendo ao longo do ano

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O Tesouro Nacional divulgou os dados da dívida pública brasileira. De acordo com o levantamento, foi registrada uma alta de 1,61% no mês de maio, comparado com o mês anterior. A dívida atingiu R$ 5.170 trilhões. A dívida pública são empréstimos que o Tesouro Nacional emite para cobrir gastos extras no orçamento do Governo Federal.

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Ainda de acordo com os dados, no mês de maio o volume de emissões de recursos superou os resgates de recursos por parte do Tesouro. Foram emitidos R$ 156,8 bilhões em empréstimos ao governo e resgatados pouco mais de R$ 98 bilhões. O advogado tributarista especialista em contas públicas, Antônio Carlos Gonçalves, lembra que o aumento da dívida pública pode estar relacionado com os gastos da pandemia. “Se você tem um país altamente endividado internamente, os investidores privados recuam e isso tira emprego, é ruim para nós. O Estado se endividar demais nunca é conveniente. Bem que nós tivemos um período que de certa forma a pandemia autorizou este gasto público a mais. Lógico que os números estão aí, não tem como negar, mas é preciso separar o joio do trigo e ver quem gastou porque precisava gastar, ou quem gastou de maneira ilícita, fraudando leis e contratos administrativos”, pondera.

Na última semana o governo apresentou um projeto de reforma Tributária para o país. O objetivo é arrecadar mais para sanar débitos do governo, entre eles o da dívida pública. O coordenador geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Luís Felipe Vital, afirma que a reforma Tributária não trará fortes impactos para o saldo do débito. “A mudança de tributação em algum momento, após ser discutida pelo Congresso, pode vir a trazer algum movimento, migração de demanda, isto pode acontecer, é natural que aconteça, mas o Tesouro está bastante confortável com a proposta que foi colocada pelo Ministério da Economia, e nós acreditamos e voltamos a reforçar que, do ponto de vista de gestão da dívida pública ou das diretrizes da dívida pública, a mudança nas alíquotas propostas na reforma Tributária não terão nenhuma efeito relevante aqui.

Continuaremos discutindo com o mercado, continuaremos este contato próximo com os nossos investidores para garantir que a gente tenha o correto funcionamento do mercado  aqui”, afirma Luís Felipe Vital. De acordo com o relatório do Tesouro, a expectativa é que a dívida pública continue crescendo este ano e pode chegar, no final de 2021, com saldo de R$ 5,8 trilhões.

Com informações RNR