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Coronavírus: Ituporanga tem caso suspeito de variante

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A pandemia causada pelo coronavírus já matou milhares de pessoas no mundo todo e o vírus continua circulando e sendo o responsável pela lotação de UTIs em diversas cidades. Nos últimos dias as tão esperadas vacinas, consideradas uma luz no fim do túnel, começaram a ser aplicadas, mas antes mesmo dos primeiros grupos receberem as doses, variantes já surgiram causando incertezas em relação aos próximos meses. Em Ituporanga, no Alto Vale foi identificado um caso suspeito da variante que foi enviado para análise e aguarda confirmação. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, a desconfiança surgiu após verificação de que uma contaminação teria gerado outras 26.

A enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Geórgia Staudinger conta que o paciente está bem e que desenvolveu sintomas leves da doença e já é considerado recuperado. “Nós temos a investigação de um caso aqui em Ituporanga de um trabalhador que foi a uma reunião no Pará, região Norte, e ao retornar começou a apresentar sintomas. Foi feito o exame RT-PCR que confirmou e no dia seguinte foi feita a solicitação ao Laboratório Central para enviar essa amostra para o Rio de Janeiro na Fiocruz para ser feita a identificação e verificar se é ou não a variante do vírus. Não tem nenhuma outra investigação, seria somente esse caso, mas a gente sabe que depois desse ocorreu entre 26 e 30 casos secundários a este, isso que nos fez desconfiar de ser a presença da nova variante aqui em Ituporanga. O paciente já está bem e não está mais no período de transmissão”, revela.
A variante se trata do mesmo vírus, o SARS-CoV-2, coronavírus que sofreu uma mutação. Geórgia Staudinger explica que ainda não se sabe ao certo se ele é mais letal ou não, só se tem conhecimento sobre a transmissão que é mais rápida. “A nova variante que surgiu em Manaus, a P1, não só a de Manaus , mas todas as variantes que já surgiram em outras partes do mundo, é o mesmo vírus que sofre mutações na proteína Spike, a proteína que se liga no receptor das células e faz com que ele entre nelas e infecte o organismo, então essa mutação que ocorreu o tornou mais transmissível. Ainda não há evidências de que ele seja mais grave, só o que se sabe é que ele é mais contagioso e então antes se uma pessoa transmitia para um ou para três, esse transmite para cinco ou para seis”, esclarece.

Questionada sobre a possibilidade de reinfecção, ela responde que ainda não há provas concretas, mas que as evidências em Manaus indicam que o risco de reinfecção é alto. Além disso, apesar das vacinas estarem sendo aplicadas em alguns grupos não há dados suficientes para saber se é capaz de imunizar também contra a variante. “Quanto às vacinas, não há dados suficientes ainda pelo fato de que poucas pessoas foram vacinadas”, diz.
Geórgia destaca que as medidas de higiene para se prevenir são as mesmas e que são de extrema importância. O uso do álcool em gel 70%, distanciamento, máscara, isolamento dos casos confirmados e evitar aglomerações é essencial na prevenção contra a doença.

 

 

 

Reportagem: Rafaela Correa/Diário do Alto Vale