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Polícia Ambiental inicia fiscalização de 26 alertas de desmatamento na região

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Nesse momento o Alto Vale tem 26 alertas de desmatamento que serão fiscalizados pela Polícia Militar Ambiental de Rio do Sul. Na região, o combate a crimes ambientais conta com drones e georreferenciamento como aliados para identificar esses pontos que agora começam a ser vistoriados pelos policiais.

Somente no ano passado, numa operação, a PM Ambiental identificou no bioma da Mata Atlântica 10 alertas e constatou que quase 234 mil m² tinham sido desmatados na região. Os alertas são emitidos pelos policiais que são técnicos em geoinformação. O comandante da PM Ambiental de Rio do Sul, Charles de Souza, explica que cada vez mais a corporação tem contado com o auxílio de diversas tecnologias para fazer a fiscalização, entre elas os drones e a tecnologia de georreferenciamento.

Ele afirma que os 26 alertas que serão fiscalizados neste ano, são a continuidade do trabalho que já vinha sendo feito no ano passado na Operação Mata Atlântica em Pé desenvolvida pela PM Ambiental em parceria com o Ministério Público Estadual. “Em 2021 temos o planejamento para atender 26 alertas de desmatamento na nossa área que constam no site do Mata Atlântica e que comportam medidas que variam de 5 a 20 hectares em cada ponto de supressão de vegetação”, revela.

Os alertas são enumerados na MapBiomas, uma plataforma que realiza um mapeamento anual da cobertura e uso do solo do Brasil e que gera uma série histórica de mapas através de imagens via satélite. Com base nas informações extraídas desses dados é que a Polícia Ambiental desenvolve um planejamento visando dar maior eficácia e eficiência nas operações.

As fiscalizações já iniciaram e o comandante ressalta que diante da constatação do crime ambiental com a supressão de vegetação nativa, o responsável pela propriedade poderá responder a processos na esfera penal e administrativa, além da responsabilidade de reparar o dano causado ao meio ambiente. “Algumas pessoas já foram notificadas e responderão por processos administrativos e penais”, conta.

O comandante Souza afirma ainda que operações como essa são fundamentais para a proteção ambiental e servem até mesmo para conscientização da população. “Um dos principais objetivos da fiscalização é conscientizar a população da necessidade de preservação do meio ambiente para as presentes e futuras gerações. Com a preservação das florestas teremos a preservação das águas, um bem precioso para nossa vida”, finaliza.

Operação Mata Atlântica em Pé

A Operação Mata Atlântica em Pé, realizada no ano passado e que continua tendo desdobramentos, foi dividida em duas etapas. Inicialmente em fase planejamento foram utilizadas imagens via satélite e informações de alertas de desmatamento na plataforma Mapbiomas que permitem rapidez e eficácia no monitoramento em tempo real. Num segundo momento, já em campo, com a utilização de drones os policiais realizam um levantamento aerofotogramétrico e posteriormente o processamento de imagens, resultando assim em informações precisas sobre os crimes ambientais.

Ao todo foram emitidos 162 alertas em Santa Catarina, totalizando uma área de aproximadamente, 642 hectares, o equivalente a 899 campos de futebol. Foi possível identificar ainda um aumento no número de alertas em relação aos anos anteriores, pois os sistemas de monitoramento de desmatamento estão sendo aperfeiçoados e utilizam até mesmo constelações de nano satélites.

Algumas das árvores cortadas e que acabaram apreendidas eram de araucária, árvore que consta na lista de espécies ameaçadas de extinção.

 

 

 

Reportagem: Helena Marquardt/Diário do Alto Vale