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Governo Federal já distribuiu mais de R$ 150 milhões para Mafra, Itaiópolis, Canoinhas e região

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Itaiópolis valor corresponde a 1,8%, Mafra 1,8%, em Canoinhas, é de 2,2% do PIB da cidade, percentual acima da média estadual

O Governo Federal injetou até agosto (os dados de setembro ainda não estão disponíveis), R$ 149,1 milhões diretamente no bolso dos mais fragilizados pela pandemia. É o dinheiro do auxílio emergencial que, somado ao Bolsa Família, destinou R$ 600 aos que teoricamente ficaram sem renda por causa da pandemia. Esse valor caiu para R$ 300 a partir deste mês de setembro e deve ser disponibilizado a quem se cadastrou junto à Caixa ou já era beneficiário do Bolsa Família até dezembro. O presidente Jair Bolsonaro já disse que a União não tem condições de arcar com o gasto a partir de janeiro de 2021.

Comparando o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas do Município, Canoinhas recebeu em cinco meses o equivalente a 2,2% do PIB de 2017, o último divulgado pelo IBGE. Monte Castelo sofreu o maior impacto. O valor de R$ 7,1 milhões corresponde a 4,5% do PIB da cidade.

Valores repassados até agosto
CIDADES VALOR (EM R$) % PIB
Canoinhas 34.798.800 2,2
Mafra 30.006.000 1,8
Porto União 19.089.000 2,7
Papanduva 13.501.200 2,4
Itaiópolis 12.663.000 1,8
Três Barras 12.654.000 1,2
Irineópolis 7.710.000 2,5
Monte Castelo 7.159.200 4,5
Major Vieira 6.153.000 3,3
Bela Vista do Toldo 5.413.800 3,8
TOTAL 149.148.000

Em Santa Catarina, o valor de auxílio injetado até agora na economia corresponde a 1,7% do PIB.

PAÍS

As cinco primeiras parcelas do auxílio emergencial representam pelo menos 10% da economia local em quase um terço dos municípios brasileiros.

Cálculos dos economistas Ecio Costa, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e Marcelo Freire, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, mostram que a soma dos cinco pagamentos de R$ 600 equivale a 10% ou mais do PIB de 2019 registrado em 1.709 dos 5.570 municípios brasileiros. Em quase uma centena de cidades (92 localidades), o volume de dinheiro supera a economia local em pelo menos 20%.

A maioria dessas cidades fica nas regiões Norte e Nordeste, onde persistem localidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e outros indicadores sociais e se registra alta proporção de população já beneficiada por outros programas sociais, como o Bolsa Família.

 

Fonte: Portal da Transparência da União

Foto: Uol

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