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Cães são envenenados em Ituporanga

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Há aproximadamente duas semanas, vários moradores de Ituporanga sofrem com a perda de seus cães por envenenamento. A suspeita é que pessoas estejam jogando chumbinho e caco de vidro em meio a alimentos dentro do cercado das casas com intuito de matar os animais de estimação.

Nas redes sociais, usuários reclamam da ação maldosa, que ocorre nos bairros. Neto Paes, morador da cidade, diz que a prática já acontecia antes, mas agora começou a chamar atenção em virtude da frequência e número. A suspeita é que a ação possa estar sendo coordenada por uma mesma pessoa e somente por maldade. “É uma situação complicada, só essa semana já são nove casos que a gente acompanhou. Os cães não estão soltos, eles estão em casa, não incomodam e é claro que os cães soltos também não merecem toda essa crueldade”, comentou.

Em conversa sobre a situação, ele demonstra preocupação. A maior parte dos supostos envenenamentos estaria ocorrendo por chumbinho, um produto clandestino, irregularmente utilizado como raticida e que não possui registro na ANVISA, nem em nenhum outro órgão de governo. “O chumbinho é altamente perigoso para animais e seres humanos. A venda é proibida. Desconfiamos que exista algum estabelecimento fazendo isso de forma ilegal ou alguém buscando clandestinamente”, destacou.

Neto ainda conta que em uma residência morreram vários cães, a mãe e todos os filhotes. O cidadão que está por trás das ações estaria jogando petiscos envenenados no cercado das casas para atrair os animais. Infelizmente a maioria deles não é atendida imediatamente e poucos sobrevivem.
Outra preocupação é com as crianças. “Se eles jogam o produto dentro dos cercados, muitas das propriedades têm crianças que podem ter contato e é muito perigoso. Não é só o ingerir, mas o contato com a pele também”, ressalta.

Questionado sobre as ocorrências, o Delegado da Polícia Civil de Ituporanga, Fernando Padilha Figueiredo afirmou que foi registrada apenas uma ocorrência. A morte do cão está sendo investigada. “O animal passou por perícia e foi constatado que a causa da morte foi envenenamento. Até o momento não temos um autor, mas as investigações continuam”, explicou.

Vale lembrar que praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais é proibido pela Lei de Crimes Ambientais 9.605/98 e prevê pena de multa e detenção.

 

 

Reportagem: Rafaela Correa/Diário do Alto Vale