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domingo, 27 de novembro de 2022

Casos de febre amarela em humanos acendem alerta sobre perigos da doença em Santa Catarina

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A confirmação do segundo caso do ano de febre amarela em humanos em Santa Catarina e a morte de 187 macacos somente no mês de janeiro acendem um alerta importante sobre os perigos da doença e a importância da vacinação.

Em 2019, Santa Catarina registrou dois casos da doença, e nas duas situações os pacientes morreram. Neste ano, em apenas um mês, outros dois pacientes já tiveram a confirmação da doença.

Além dos casos da febre amarela em humanos, a doença também preocupa quando atinge macacos. Os primatas são os primeiros a sentirem a presença do vírus que transmite a febre amarela quando ele está presente em alguma região.

Em Santa Catarina, somente no mês de janeiro deste ano 187 macacos morreram, tendo como principal suspeita a febre amarela. Dois casos já tiveram a confirmação da causa como febre amarela – foram macacos encontrados em Blumenau e Pomerode.

Em apenas um mês, o número de macacos mortos também equivale a metade dos casos de primatas mortos contabilizados ao longo de todo o ano de 2019.

Outros 60 casos de macacos mortos ou adoecidos ainda estão em investigação. Um dos casos foi descartado e outros 124 não tiveram a causa da morte determinada por conta do avançado estado de decomposição dos animais encontrados.

Em todo o ano de 2019, nove mortes de macacos tiveram a febre amarela como causa confirmada por exames.

Os principais sintomas da febre amarela são início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza.

Em casos graves, a doença provoca complicações como febre alta, coloração amarelada da pele e da parte branca dos olhos, hemorragia, e até choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Segundo o Ministério da Saúde, de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem febre amarela grave podem morrer. Por isso, é importante procurar ajuda médica assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC) alerta para o fato de que o macaco não transmite a febre amarela – pelo contrário, é um aliado na luta para prevenir a doença, já que os primatas costumam ser os primeiros a serem impactados com a circulação do vírus em uma região. A febre amarela é transmitida por mosquitos que habitam em áreas de mata.

A única forma de prevenção à febre amarela é a vacina. Segundo o último relatório da Dive-SC, o Estado tinha até a última semana de janeiro 83,83% de cobertura vacinal. O recomendado pelo Ministério da Saúde é de percentuais acima de 95%.

Diário Catarinense

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